Registros de nascimento mundo

O MyHeritage possui um vasto tesouro de 104 coleções de registros de nascimento, contendo mais de 1 bilhão de registros de todo o mundo. Os registros de nascimento são um lugar perfeito para começar a pesquisar seus antepassados, oferecendo um vislumbre importante do momento em que suas vidas começaram. Registros de Nascimento Mundo Afora. Direito Mundo Afora Estados Unidos Registros de Nascimento Mundo Afora 5 dicas importantes sobre documentação brasileira para quem vive no exterior. Por Raquel Rocha fevereiro 12, 2020. Por Raquel Rocha fevereiro 12, 2020. Mudar de cidade não é uma tarefa fácil. Mudar de país então nem se fala. Início Tags Registro de nascimento. Tag: Registro de nascimento. Jornalismo. COMO registrar filhos de brasileiros nascidos no exterior. ... Mundo YES é o seu site de notícias e entretenimento. Os últimos acontecimentos no mundo e na comunidade brasileira nos Estados Unidos em um só lugar. A Justiça do RJ permitiu que Aoi Berriel, de 24 anos, pudesse emitir uma certidão de nascimento com o termo sexo não-especificado. Aoi enxergava a obrigação de usar seu sexo de nascimento em ... a) Formulário de requerimento de registro de nascimento (anexado a cima) devidamente preenchido (mecanicamente ou em letra de forma) e assinado pelo(a) declarante, o qual deverá ser o(a) genitor(a) de nacionalidade brasileira. Quando o registrando for maior de 12 anos, deverá também ser assinado por duas testemunhas, devidamente qualificadas; Boa Tarde, nesse caso, somente ocorrerá a retirada no nome do dele do registro da criança, no outro caso. Para constar um novo, dever ser encontrado o pai verdadeiro ou se for o caso, o padastro poderá colocar seu nome no registro da criança, se houver e tiver afinidade com a criança, se não for o caso, infelizmente vai ficar na certidão de nascimento somente o nome da mãe. 'Para mudar o mundo, primeiro é preciso mudar a forma de nascer' Michel Odent A Clareou filmes é uma produtora de vídeos especializada em registros de nascimento. A gestação da Clareou filmes começou em 2015, quando assisti pela primeira vez a um vídeo de parto natural humanizado domiciliar. Eu era uma pessoa antes de apertar…

Vamos discutir o caso da Suécia /r/brasil.

2020.05.15 20:11 mechanical_fan Vamos discutir o caso da Suécia /r/brasil.

Então, faz um tempo que eu vejo posts aparecendo no reddit em geral discutindo sobre o que acontece na Suécia e qual o objetivo do governo (sem praticamente nenhum tipo de base), então decidi fazer um post pra tentar esclarecer algumas coisas. Vou colocar fontes em sueco (e uma em norueguês), mas o translator faz um trabalho quase perfeito de tradução sueco-inglês (e provavelmente português) se alguém quiser ler.
Primeiramente, o governo sueco basicamente não decidiu nada diretamente. Ele simplesmente conversou entre os partidos no parlamento e eles decidiram que vão seguir o que o ‘epidemiologista chefe’ Anders Tegnell (que tem o cargo desde 2013 e trabalha na parte pública com doenças comunicáveis desde 2005) e a “Agência de Saúde Pública” (Folkhälsomyndigheten) falarem. A decisão é o mais técnico que pode ser, sem interferência nenhuma de politicagem ou economia. É literalmente proibido na constituição o governo interferir nas decisões dessas agências técnicas:
The Swedish constitution prohibits ministerial rule and mandates that the relevant government body, in this case an expert agency – the Public Health Agency – must initiate all actions to prevent the virus in accordance with Swedish law, rendering state epidemiologist Anders Tegnell a central figure in the crisis. The government usually follows agency advice – politicians overruling the advice from its agencies is extremely unusual in Sweden –
Agora vamos discutir algumas peculiaridades nórdicas que (provavelmente) influenciaram as decisões (e modelos epidemiológicos) do Anders Tegnell:
Número de pessoas por residência: A Suécia tem, literalmente, o menor número de pessoas dividindo uma moradia no mundo. É também país onde as pessoas saem mais cedo da casas dos pais no mundo . Em anedota: eu não conheço ninguém com mais de 19 que more com os pais. Conheço uma moça que divide um apartamento com o irmão, e as pessoas já acham isso esquisito.
Sweden has the smallest average household size in the OECD. With fewer than 2 people (1.99) per household, it is well below the OECD average of 2.63.
(https://www.oecd.org/els/family/47710686.pdf)
Densidade populacional e tamanho de regiões metropolitanas: A Suécia é em grande parte vazia. A densidade populacional é praticamente a mesma do Brasil, mas com uma grande diferença: A população é bem mais distribuída em cidades de tamanho pequeno e médio que super concentrada em metrópoles. As maiores regiões metropolitanas têm 2.2m, 1m e 700k habitantes (Estocolmo, Gotemburgo e Malmö). Depois disso nenhuma passa de 500k (a maior é Motala-Linköping-Norrköping, com 450k) (https://sv.wikipedia.org/wiki/Sveriges_l%C3%A4n). As cidades em si também são pouco densas, prédios com mais de 6 andares são (muito) raros.
Pra ver um mapa de densidade populacional da Europa: https://i.redd.it/l83xfr216wv41.png
Hábitos da população e confiança no governo: Esse é um caso mais complicado de achar fontes já que é cultural, mas é uma população que já naturalmente não gosta de proximidade física a outras pessoas Essa é uma cena comum, mesmo sob forte chuva ou nevasca. Além disso a população tem alta confiança no governo e em seguir simplesmente recomendações desse sem necessidade de leis específicas para isso.
Sistema de registros e número de identidade: Isso é uma peculiaridade da Suécia. Mas eles tem o sistema de registros (registers) que é provavelmente o mais completo do mundo. Na verdade, é bem comum o governo sueco ser acusado e não dar privacidade nenhuma a população devido à quantidade de informação que eles constantemente coletam, tudo ligado ao seu número de identidade. Em anedota: Eu fiquei doente uns meses atras e fui no médico que me recomendou antibióticos, mas não me deu receita (em papel físico). Eu fui na farmácia, dei o meu cartão de identidade e o farmacêutico já sabia o que tinha acontecido comigo ao consultar no computador. A conta da consulta chegou por correio. O governo sueco coletou: quando eu fiquei doente, com o que, quem me atendeu e qual antibiótico (até a marca) eu comprei. O endereço ele já sabia. Na verdade, é bem comum em compra online você colocar seu número de identidade e o site auto completar seu nome, data de nascimento, endereço, telefone e email.
Número de mortos: A contagem é diferente de todos os países no mundo, mas é provavelmente a mais precisa e realista. Eles simplesmente cruzam as informações na base de registros deles e contam como morte por covid qualquer um que morreu até 14 dias depois de qualquer diagnóstico de covid. É bem comum nos outros países dependerem de hospitais/médicos reportarem diariamente e individualmente mortes por covid, alguns nem estão/estavam contando mortes em casas de retiro (UK, Italia, Espanha e Holanda). Na Noruega mesmo ainda é feito por telefone e eles mesmo comentam que os números seriam diferentes se fizessem contagem como a Suécia. Isso evita algumas dúvidas, por exemplo: se alguém tem alguma comorbidade como câncer e covid, a morte foi causada por qual? Alguns médicos podem colocar câncer, mas pro governo sueco é contado como covid, sempre. Se você morrer em um acidente de carro atropelando um alce 12 dias depois, também é morte por covid (é um problema real, a Volvo inclusive testa para isso).
Objetivo: Vamos acabar com algumas lendas urbanas aqui. Não é objetivo do governo sueco alcançar imunidade de rebanho. Também não é objetivo “preservar a economia”. O principal objetivo da “Agência de Saúde Pública” é simplesmente evitar que o sistema de saúde não seja sobrecarregado e ter uma política sustentável a longo prazo. Na verdade o Tegnell é bem pessimista sobre essas coisas:
Anders Tegnell, Sweden’s state epidemiologist who devised the no-lockdown approach, estimated that 40 per cent of people in the capital, Stockholm, would be immune to Covid-19 by the end of May, giving the country an advantage against a virus that “we’re going to have to live with for a very long time”.
“In the autumn there will be a second wave. Sweden will have a high level of immunity and the number of cases will probably be quite low,” Mr Tegnell told the Financial Times. “But Finland will have a very low level of immunity. Will Finland have to go into a complete lockdown again?”
“I don’t think we or any country in the world will reach herd immunity in the sense that the disease goes away because I don’t think this is a disease that goes away,” he added.
“It’s a big mistake to sit down and say ‘we should just wait for a vaccine’. It will take much longer than we think. And in the end, we don’t know how good a vaccine it will be. It’s another reason to have a sustainable policy in place.”
https://www.ft.com/content/a2b4c18c-a5e8-4edc-8047-ade4a82a548d
Ações do governo: Basicamente, fechou escolas de ensino médio, universidade, proibiu visitas em casas de retiro, agregações acima de 50 pessoas e o mais importante: Colocou uma série de recomendações de comportamento e informou toda a população (isso pode ser visto em (https://www.folkhalsomyndigheten.se/smittskydd-beredskap/utbrott/aktuella-utbrott/covid-19/). Decidiram não fechar escolas para não sobrecarregar quem trabalha no sistema de saúde e não arriscar que as pessoas peçam ajuda a familiares mais velhos:
According to the Health Agency, the main reasons for not closing schools was that as a preventive measure it lacked support by research or scientific literature, and because of its negative effects on society. They argued that many parents, including healthcare professionals, would have no choice but to stay home from work to care for their children if schools were closed. There was also concern for a situation where elderly people babysit their grandchildren, as they are of bigger risk of severe symptoms in case of infection. According to agency's estimations, closures of elementary schools and preschool could result in an absence of up to 43,000 healthcare professionals, including doctors, nurses and nurse's assistants, equalling 10 percent of the total workforce in the sector. In May, Tegnell said that the decision was right, as the healthcare system would not have managed the situation the past months if Swedish authorities had chosen to close elementary schools.
https://en.wikipedia.org/wiki/COVID-19_pandemic_in_Sweden#Strategy
Redução em horas. O governo sueco está cobrindo até 50% da redução em horas, ou seja, a empresa paga metade, e o governo cobre o resto e as pessoas só trabalham 50% também. Empregadores pequenos recebem algumas outras vantagens também.
O governo começou a cobrir pagamento de todos os dias de afastamento por doença e mudaram as regras sobre receber salário em caso de doença:
The 'karensdag' or initial day without paid sick-leave has been removed by the government and the length of time one can stay home with pay without a doctor's note has been raised from 7 to 21 days.
https://en.wikipedia.org/wiki/COVID-19_pandemic_in_Sweden#Finance_and_the_economy
Resultados: As pessoas seguem recomendação do governo? Sim. Por exemplo, na semana da pascoa, um dos maiores feriados na Suecia, as visitas para Gotland (um dos pontos de férias mais populares) caíram em mais de 90%. Åre (estação de ski) e o resto do país tiveram números similares.
As pessoas estão trabalhando de casa. Não consigo achar um valor recente para o país inteiro, mas essa fonte para Estocolmo está entre 70-80% dependendo do bairro (conforme classe social, como esperado). Eu pessoalmente só tenho um amigo que está indo pro trabalho fisicamente, mas ele é engenheiro em uma fábrica e está indo 2 vezes por semana. A Suécia é um país altamente digitalizado, tanto em acesso a internet e uso diario quanto ao tipo de industria. Isso facilita bastante. (de cabeça: Spotify, Ericsson, King, Paradox, Mojang, Klarna)
Houve também expansão da capacidade de UTI, no pico, por volta de 80% do sistema estava sendo usado. Mas o pico passou. Os melhores sites para ver o estado atual e histórico, na minha opinião são:
https://adamaltmejd.se/covid/
https://c19.se/en (clique na legenda para escolher o que quer ver e mudar escala - número de pessoas no hospital e em UTI/IVA tem caído faz duas semanas)
Teve problemas? Sim, teve muito problema nas casas de retiro:
He made the point that care homes in Sweden — like in the rest of the Nordic region — were for “the very old and the very sick”, as most elderly people live at home, and that there were known “quality problems” with care providers, often private companies.
“Unfortunately those quality problems have proven to make the elderly very vulnerable to infection,” Mr Tegnell said, adding that an investigation had begun.
https://www.ft.com/content/a2b4c18c-a5e8-4edc-8047-ade4a82a548d
Economia: Como eu comentei, isso simplesmente não é o ponto do governo sueco. Nunca foi. Na verdade, qualquer discussão agora é muito cedo, por razões óbvias. Vai ter artigo científico sendo escrito sobre cada país pelos próximos 10 anos. Mas a economia sueca é mais dependente de exportações de manufaturados que os vizinhos, por isso até mesmo esses pequenos pontos é dificil de comparar (de cabeça: Eletrolux, Volvo, Scania, IKEA, H&M). É simplesmente cedo demais. E quem está tomando a decisões não se importa com isso também. Ninguém espera salvar a economia nem coloca como objetivo.
“It is too early to say that we would do better than others. In the end, we think Sweden will end up more or less the same,” said Christina Nyman, a former deputy head of monetary policy at the Riksbank who is now chief economist at lender Handelsbanken.
One big reason is that Sweden is a small, open economy with a large manufacturing industry. Truckmaker Volvo Group and carmaker Volvo Cars were both forced to stop production for several weeks, not because of conditions in Sweden but due to lack of parts and difficulties in their supply chains elsewhere in Europe. Ms Nyman noted that despite being relatively little hit directly by the 2008 financial crisis Sweden’s economy still suffered more than many.
Ms Nyman said she believed that without the no-lockdown policy, Sweden would have been harder hit, as in 2008. “If we didn’t have these better circumstances, we would have done worse. Usually, we are more severely hit by a global recession,” she added. Economists at Swedish bank SEB estimate Sweden’s GDP will drop 6.5 per cent this year, about the same as the US and Germany, but a little better than Norway and ahead of 9-10 per cent falls in Finland and Denmark, all of which have had lockdowns.
But Mr Oxley stressed that Sweden was still dependent on demand and supply chains in other countries. “There’s only a limited amount of upside to being contrary when the rest of the world is doing the opposite,” he added.
https://www.ft.com/content/93105160-dcb4-4721-9e58-a7b262cd4b6e
TLDR: A estratégia da Suécia é diferente mas as intenções são bem diferentes do que as pessoas tem falado nesse sub. É sobre a economia (ou políticos)? NÃO. É a melhor estratégia? É cedo pra dizer. Eu recomendaria para o Brasil? NÃO. O Brasil: não tem capacidade nos hospitais, as cidades são imensamente mais densas, as pessoas moram com a família, gostam de contato físico e não gostam de seguir recomendação governamental.
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2019.06.26 06:49 altovaliriano Como não foi: Game of Thrones e a Idade Média, Parte I

Texto original: https://bit.ly/2IXUlqM
Autor: @BretDevereaux (autodescrito como "Historiador de História antiga, especializado em economia e vida militar romana")

O número de vezes que fãs entusiastas me disseram que Game of Thrones era superior a outras obras de fantasia porque mostrava que uma sociedade medieval "como realmente era" ou "mais realisticamente" está além da contagem. Às vezes, esse louvor está simplesmente exacerbado em relação ao "passado" como se a experiência humana fosse um binário entre "o agora" (quando as coisas são boas) e "o passado" (quando as coisas eram uniformemente ruins). Arguir que Game of Thrones é mais fiel à "verdadeira" Idade Média é fazer uma afirmação não apenas sobre Game of Thrones, mas também sobre a natureza da Idade Média em si. E essa afirmação merece ser avaliada.
Isso é parte do porque eu optei por olhar principalmente para o show, Game of Thrones e não a série de livros, A Song of Ice and Fire. O show - alcançando muitos milhões de pessoas e sendo muito mais culturalmente difundido - terá um impacto muito maior sobre a percepção pública do passado. Além disso, para ser honesto, a "defesa da historicidade" repetidamente feita para o show parece menos comum do que a defesa dos livros (talvez, em parte, porque os fãs de livros parecem sentir que os livros precisam de menos defesa).
Devemos também definir a Idade Média européia para fins desta comparação. A Idade Média na Europa se estende aproximadamente de 500 dC a 1450 dC, um período de quase 1.000 anos. Compreensivelmente, existe grande diferença entre o que se entendia por guerra e sociedade em 550 e em 1350. Mas os símbolos de Game of Thrones são muito mais específicos: os cavaleiros vestidos com placas, damas refinadas, torneios marciais que evocam a Alta (cerca de 1000-1250 dC) e Baixa (cerca de 1250-1450 dC) Idade Média, então esse é o período com o qual principalmente faremos comparação.
Por fim, antes de mergulharmos, duas advertências finais. Primeiro, isso não é uma crítica à construção do mundo de George R. R. Martin. Não há, afinal de contas, nenhuma razão para que o mundo de fantasia dele precise ser fiel à Idade Média européia (falaremos sobre inspirações históricas conhecidas/possíveis à medida que surgirem). Não creio que Martin tenha planejado elaborar uma dissertação de cultura medieval em forma de romance de fantasia, de modo que ele não pode ser culpado por falhar em fazer o que nunca tentou. Em segundo lugar, essa análise vai se basear mais no show do que dos livros, simplesmente porque o show está completo e é mais fácil discutir uma coisa completa - dito isso, elementos de lore que não entraram no show (mas que ainda são ilustrativos) podem surgir.
Tudo bem? Vamos mergulhar.

Destrutividade

Uma coisa sobre a qual Game of Thrones é muito clara é quão brutalmente destrutivas são as guerras de Westeros. A roda - "e assim gira, esmagando os que estão no chão" (S5E8) - quase acaba totalmente com a sociedade Westerosi. A Guerra dos Cinco Reis interrompe as condições de fornecimento de alimentos a ponto de causar fome e miséria nas Terras da Coroa e tumultos sangrentos em Porto Real (S2E6). A própria Porto Real viria a ser essencialmente destruída durante a captura por Daenerys (S8E5), provavelmente com centenas de milhares de baixas, levando em consideração a escala da destruição e o tamanho conhecido da cidade (porém falarei mais sobre isso depois).
Mas quão destrutiva é essa roda, de verdade? Podemos mensurar em números? Nem o programa nem os livros fornecem uma métrica clara para avaliar as perdas de guerra, mas considerando-se a queima de Porto Real e as repetidas menções a fome, não podem ser inferiores a várias centenas de milhares apenas em vidas civis (e possivelmente muito mais altas se incluirmos mortes da praticamente certa indigência do inverno). A esta conta devem ser acrescidos o Norte e as Terras Fluviais, que experimentaram contínua devastação e ocupação.
E quanto às perdas militares? Os exércitos da Casa Tyrell, Lannister e Baratheon foram todos destruídos em campo - vamos olhar para questões de escala em um instante - mas, por enquanto, se metade de sua força fosse de baixas, poderíamos estimar cerca de 80.000 perdas para essas Casas. As perdas para as Terras Fluviais, o Norte, Dorne, as Terras da Coroa e as Ilhas de Ferro são menos claras, mas poderíamos supor que elas equivalem aproximadamente ao total imaginado. Ao que devem então ser acrescidas as forças de Daenerys, reduzidas pela metade em Winterfell com a perda de cerca de 4.000 Imaculados e 30.000 Dothraki (nos dizem que ela perdeu "metade" de ambos).
Com base em toda essa especulação, poderíamos estimar um número mínimo de perdas nas guerras como sendo de mais de 300.000 civis e cerca de 200.000 combatentes (não incluindo perdas sofridas em Essos). Se a fome generalizada for contabilizada - e quase certamente deveria ser, considerando-se o inverno que se aproxima - o número real seria muito maior, talvez bem mais de um milhão. E deixamos de fora a destruição quase total dos Selvagens, as mortes deixada pelo exército dos mortos enquanto se deslocavam para o sul, e pelos assaltos dos Homens de Ferro. A isso seria preciso acrescentar baixas excedentes por doenças, que são mais graves do que as perdas no campo de batalha - o provável número total de vítimas poderia, assim, facilmente se aproximar de 2.000.000 ou mais.
A guerra em Game of Thrones é, portanto, não apenas endêmica, mas também chocantemente destrutiva. É importante ressaltar que a guerra em Westeros chega ao nível de significância demográfica - essa guerra é suficiente para causar uma diminuição real e perceptível na população total de Westeros (os livros não fornecem nenhuma ferramenta para estimar o tamanho da população de Westeros, mas uma estimativa de 40 milhões é perfeitamente razoável - o que significa que a guerra matou algo entre 2,5% e 5% de toda a população, em apenas alguns anos). Este é um nível de morte que os futuros arqueólogos e historiadores westerosis, escavando aldeias e lendo registros da cidade, serão capazes de identificar através da perda acentuada de população. Guerras tão destrutivas foram raras no período pré-moderno - a maioria das guerras não é "demograficamente visível" a esse ponto, porque as perdas de guerra se perdem no "ruído" dos nascimentos e mortes normais.
Apesar de que a guerra na Idade Média era frequente, geralmente não era destrutiva. Estimar a destrutividade e a escala da morte nas guerras medievais é quase impossível de ser feito com precisão devido à natureza das fontes. Mas algumas comparações podem ser feitas. A estimativa padrão para a perda de vidas devido às Cruzadas é de 1 a 3 milhões, o que significa que a Guerra dos Cinco Reis foi, em três ou quatro anos, aproximadamente tão letal quanto duzentos anos (1091-1291) da guerra religiosa medieval no Oriente Próximo. Alternadamente, acredita-se que a Cruzada Albigense - um esforço na França para suprimir a heresia "cátara" - tenha matado algo entre 200.000 e 800.000 pessoas; o cerne da violência durou vinte anos (1209-1229), mas o número de mortos tipicamente também inclui décadas de expedições da Inquisição que só foram terminadas em 1350, um século e meio após o início da cruzada. É importante notar que essas guerras - que ainda estão longe da escala e da intensidade da guerra em Westeros - foram guerras religiosas, onde as normas que impediam a violência contra civis eram muito mais fracas.
A maioria das guerras não eram guerras religiosas, e estas tendiam a ser significativamente menos destrutivas, especialmente para os camponeses que compunham a grande maioria da população. Em parte, isso se devia simplesmente a bom senso: em uma guerra territorial, o controle sobre o campesinato e sua produção agrícola era o objetivo, então assassinar massivamente o campesinato tinha pouca serventia. As guerras entre Senhores poderiam assim muitas vezes ocorrer "acima das cabeças" do campesinato (embora o perigo invasão ou de ter comida roubada para uso pelos exércitos permanecesse agudo - nós não devemos minimizar o quão difícil essas guerras poderiam ser para as pessoas "no chão").
Outro fator foi um conjunto de normas sociais. Apesar de que a Idade Média tenha sido um período de frequentes (pequenas) guerras, nela também se viu alguns dos primeiros esforços para reduzir a violência em sentido amplo, originados pela Igreja Católica: os movimentos de Paz de Deus e Trégua de Deus. A Paz de Deus (do séc. X-XI) deu proteção religiosa ao campesinato e ao clero (e mulheres e viúvas) enquanto não-combatentes. A Igreja encorajou cavaleiros e senhores a fazer juramentos no sentido de que eles não violariam a paz atacando o campesinato.
Isso não quer dizer que essa proibição sempre era seguida - na prática, parece ter sido em grande cumprida via de exceção. Mas é um claro contraste com a guerra em Westeros, onde atacar a população civil é claramente normal - Tywin não hesita em “colocar as Terras Fluviais em chamas desde o Olho de Deus até o Ramo Vermelho” (S1E10) e nenhum dos seus estandartes questiona a ordem. O esforço de Cersei na 8ª Temporada para impedir o ataque de Daenerys por meio da concentração de civis só é posto em ação porque ela acha que Daenerys é diferente de um senhor normal - os quais provavelmente ignorariam o obstáculo.
Nesse sentido, a guerra em Westeros é menos parecida com a guerra na Idade Média - onde, observada ou não, havia um senso geral de que alguns indivíduos eram "civis" e, portanto, não eram alvos militares válidos - e mais como guerra na Antiguidade. Para os romanos, por exemplo, as guerras eram geralmente contra os povos - os romanos falariam sobre estar em guerra com os cartagineses (todos eles) ou com os celtiberos (todos eles) ou os helvécios (todos eles). A única exceção são as monarquias helenistas do Oriente, que eram as posses pessoais das famílias reais, em vez de grandes grupos étnicos - ali os romanos foram à guerra com monarcas individuais. Mas essa foi a exceção, e não a regra.
Nesse contexto, onde os romanos estão em guerra com todo um povo, todo o povo se tornou alvos militares válidos. E os romanos se comportavam como tal. Políbio descreve o processo romano para saquear uma cidade - “Quando Cipião pensou que um número suficiente de tropas tinha entrado [na cidade] ele enviou a maioria deles, segundo o costume romano, contra os habitantes da cidade com o fim de matar todos que eles encontrassem, poupando nenhum, e começassem a pilhagem até que o sinal fosse dado ... muitas vezes pode-se ver não apenas os cadáveres dos seres humanos, mas os cães cortados ao meio e os membros desmembrados de outros animais ... ” (Políbio 10.15.4-5; grifei). Tal massacre não era visto como fora das regras da guerra, mas sim uma consequência normal de tentar resistir a um exército sitiante. Uma cidade que quisesse evitar o massacre deveria se render antes que o cerco começasse pra valer (o último momento para se render, sob as regras romanas de guerra, era antes que o primeiro aríete tocasse a muralha da cidade).
É verdade que, em certas ocasiões, o mesmo tipo de matança indiscriminada ocorreu na Idade Média, quase sempre no contexto de guerras religiosas (onde, por que os inimigos eram hereges ou infiéis, as restrições religiosas à violência não se impunham), mas mesmo isso é tipicamente apresentado pelas fontes como incomum e chocante. A captura de Jerusalém durante a Primeira Cruzada (1099) é o exemplo típico de acentuada brutalidade medieval - os cruzados massacraram grande parte da população da cidade em uma terrível onda de derramamento de sangue.
Raymond d'Aguliers, uma testemunha ocular, diz assim do massacre: "se eu disser a verdade, excederá seu poder de crença" (transcrição de A. C. Krey, The First Crusade: The Accounts of Eye-Witnesses apud Edward Peters, The First Crusade: The Chronicle of Fulcher of Chartes and Other Source Materials) - ainda que tal massacre tivesse sido normal e indigno de nota no mundo romano - e, aparentemente, em Westeros. O que era excepcional em 1099 dC era normal em 199 aC - ou em Porto Real.
É claro, há outra razão pela qual as guerras medievais tendiam a ser muito menos destrutivas - os governantes medievais simplesmente não tinham a capacidade - na administração, infraestrutura e recursos - para causar tantos danos. O que nos leva a:

Escala na Guerra

A guerra na Europa medieval era geralmente um assunto relativamente pequeno. Enquanto muita atenção é dada às guerras entre os reis - a Guerra dos Cem Anos, a Guerra das Rosas, etc. - a grande maioria dos conflitos era pequeno, entre senhores regionais com propriedades limitadas. Esse tipo de guerra envolvia muitas vezes "exércitos" de apenas dezenas ou centenas de homens. No passado, tive alunos que liam trechos das muitas queixas de Hugh V de Lusignan (que datam de 1028). Hugh está perpetuamente em conflito militar com seus vizinhos, mas a escala de tais conflitos é pequena - ele leva apenas 43 cavaleiros para tentar ganhar um castelo e algumas terras, por exemplo (o que ainda era uma força grande o suficiente que o seu Senhor, o conde de Aquitânia, estivesse ciente de que ele a tivesse levado e ordena que ele retorne à corte). O mesmo tipo de guerra de pequena escala povoa as "canções de gesta" (francês: Chasons de Geste), como o de Raoul de Cambrai, onde Raoul passa o poema tentando recuperar o feudo de Vermandois (a canção de gesta de Raoul também se relaciona com o ponto anterior sobre normas de guerra: Raoul quebra a Paz de Deus atacando um convento, que faz com que seu melhor cavaleiro, Bernier, se posicione contra ele; Bernier então mata Raoul em batalha, levando a uma briga de sangue entre as famílias. Note como a transgressão da proteção religiosa devida aos não-combatentes leva à morte dos protagonistas e uma fissura permanente na comunidade - a moral é clara: não ataque os não-combatentes).
Em comparação, os exércitos de Westeros são enormes. Acreditando-se na Wiki of Ice and Fire, podemos estimar os exércitos de campanha - não incluindo guarnições e outras forças pequenas - de cada um dos principais atores como sendo de aproximadamente:

O Norte: 20-30.000 (mas lento para reunir; poder nocional 45.000)
Ilhas de Ferro: 20.000
Terras Fluviais: cerca de 20.000 (poder nocional 45.000, mas politicamente dividido)
Vale de Arryn: Aproximadamente igual ao Norte ou Dorne (cerca de 45.000, no nocional)
Terras Ocidentais: 35.000 no campo durante guerra (nocional: 55.000)
Terras da Coroa: 10.000 a 15.000
Terras de Tempestade: cerca de 30.000
Campina: 80.000-100.000 partiram com Renly (!!)
Dorne: estima-se que cerca de 50.000 estariam à disposição dos Martells

Em comparação, o exército francês em Azincourt (1415) não era maior do que talvez 35.000 homens (alguns historiadores argumentam que era significativamente menor), mas sua derrota foi suficiente para aleijar a França (sugerindo que o exército representava a maior parte das forças de campanha à disposição do rei da França na época). A força de campanha inglesa era menor - apenas cerca de 9.000. Azincourt não era uma pequena escaramuça: eram exércitos reais que representavam o melhor que seus reis podiam fazer (Henrique V, rei da Inglaterra, estava com seu exército, de fato). Nem esses tamanhos típicos eram restritos à Inglaterra e à França. A Batalha de Nicópolis (1396) foi entre os otomanos de um lado e uma grande aliança de poderes cristãos do outro, e provavelmente não envolveu mais do que 40.000 homens de ambos os lados (ou seja, dois exércitos de cerca de 20 mil), apesar do fato de que a batalha estava entre os bem organizados otomanos de um lado e mais de uma dúzia de potências européias do outro.
Em comparação, os exércitos de Westeros são enormes - e os números acima não incluem as várias frotas de centenas de navios que muitos senhores mantêm. Renly Baratheon sozinho tem uma coluna em campo de 100.000 homens; Mace Tyrell depois marcha para Porto Real com 70.000 soldados Tyrell. Em comparação, em 1527 - bem no início do período moderno (onde o tamanho do exército salta acentuadamente) - todo o exército otomano consistia de 18.000 soldados regulares e 90.000 timariots (grupo étnico da Turquia convocados para lutar em campanhas específicas, de modo similar a cavaleiros e seus seguidores). Os otomanos estavam muito melhor organizados do que qualquer poder europeu medieval (daí a exigência de que a oposição à expansão otomana requeresse grandes alianças - veja acima). E todas essas tropas otomanas absolutamente não poderiam ser mantidas em um só lugar, como Renly faz com sua coluna.
Não adianta ressaltar que Westeros cobre uma área enorme, porque isso simplesmente introduz novos problemas: a logística de exércitos tão grandes provavelmente está além da capacidade da maioria dos governantes europeus medievais. Mesmo os romanos - cuja capacidade logística excedia significativamente a do período medieval - raramente reuniram exércitos tão grandes quanto os de Renly ou o de Mace Tyrell e apenas por curtos períodos. Tibério (na condição de general sob o imperador Augusto) reuniu um exército de cerca de 100.000 para lidar com uma revolta em Illyricum (região que atualmente corresponde à Albânia, Bósnia, partes da Croácia e Eslovênia) - o exército foi suficiente para levar a província à fome em um único ano (o que parece ter sido, de fato, o objetivo de Tibério - suprimir a revolta negando suprimentos) e nunca se afastou dos rios (por meio dos quais poderiam chegar suprimento de regiões distantes).
O exército de Mace Tyrell teria que ter marchado pela Estrada da Rosa por cerca de 850 milhas para chegar a Porto Real. Ele provavelmente não se moveu mais rápido do que 10 milhas por dia, então esteve em marcha por 85 dias (decore esse número - nós voltaremos a ele). 80.000 homens, juntamente com animais de carga em um trem de carga bastante enxuto - eram cerca de 20 mil mulas (sim, um trem de bagagem bastante enxuto para um exército deste tamanho!) - consumiriam cerca de 189 toneladas de alimentos por dia. O exército deve ser capaz de carregar cerca de 20 dias com ele (supondo que as mulas estão puxando muitos vagões grandes e lentos) e é grande demais para se abastecer simplesmente pilhando os camponeses locais enquanto ele se move. Isso significa que os Tyrell terão que preparar estoques de alimentos em pontos-chave ao longo de toda a Roseroad. Quanta comida? Supondo que o exército parta de Highgarden totalmente suprido (isso parece improvável), seriam 12.285 toneladas . E isso sem conta a comida dos cavalos.
Nenhum rei medieval tinha acesso a esses tipos de recursos, nem ao tipo de administração que poderia obter quantidades tão grandes de suprimentos. O Império Romano poderia fazer isso - mas exigia o envolvimento de funcionários do Tesouro, magistrados locais e um sistema de suprimento pronto (que era mantido por um grande exército permanente de soldados profissionais). O que leva a:

Montagem de exército, para leigos

Lembra-se daquele número de 85 dias? Voltaremos logo a ele. Em breve. Eu prometo.
A frase que enfio na cabeça dos meus alunos sobre a estrutura dos exércitos medievais é que eles são uma comitiva de comitivas. O que quero dizer com isso é que o modo como um rei medieval forma seus exércitos é que ele tem um bando de aristocratas militares (leia-se: nobres) que lhe devem o serviço militar (eles são seus "vassalos") - sua comitiva. Quando ele vai para a guerra, o rei pede que todos os seus vassalos apareçam. Mas cada um desses vassalos também tem seu próprio bando de aristocratas militares que são seus vassalos - sua comitiva. E isso se repete, até chegar a um cavaleiro individual, que provavelmente tem um punhado de não-nobres como sua comitiva (talvez alguns de seus camponeses, ou talvez ele tenha contratado um ou dois mercenários para segui-lo).
Se você quiser ler uma visão realmente detalhada (e bastante seca) de como isso funcionou, dê uma olhada em The English Aristocracy at War (2008), de David Simpkin; ele vasculhou registros ingleses sobreviventes de cerca de 1272 a 1314 e analisa (entre outras coisas) o tamanho médio das comitivas. A comitiva média encontrada foi de cinco homens, embora senhores importantes (como os condes) pudessem ter centenas de homens em suas comitivas (que, por sua vez, eram compostas pelas comitivas de seus próprios seguidores). Assim, a comitiva do nobre é a comitiva combinado de todos os seus servires, e o exército do rei é o total combinado dos seguidores dos seguidores de todos, se isso fizer sentido. Assim: uma comitiva de comitivas.
Esse é exatamente o sistema segundo o qual o Game of Thrones afirma que seus exércitos funcionam. Os grandes senhores - pessoas como Tywin Lannister - "convocam seus estandartes" e seus bannermen - o termo Westerosi para vassalos (e presumivelmente uma versão direta do que era chamado historicamente de "cavaleiro banneret" \ou cavaleiro-abandeirado])) - a forma mais baixa de aristocrata que teria sua própria bandeira e, portanto, sua própria unidade militar) aparecem com suas próprias comitivas, exatamente como acima. E, à primeira vista, isso parece bastante medieval - foi assim que os exércitos medievais da Alta e da Baixa Idade Média eram formados (principalmente). O problema é que os exércitos em Westeros nunca parecem funcionar dentro das restrições desse sistema .
Primeiro, o óbvio: este sistema, onde os exércitos são montados com base em relacionamentos pessoais e onde as unidades menores são geralmente muito pequenas, simplesmente não têm a capacidade de aumentar de escala para sempre. Há apenas alguns seguidores com que um rei pode manter um relacionamento pessoal - e assim vai fila abaixo.
Em segundo lugar, esses seguidores não "seguiam" servindo para sempre. Eles são obrigados a um certo número de dias de serviço militar por ano. Especificamente, o número padrão - que vem do estabelecido por Guilherme, o Conquistador, para seus vassalos depois de tomar o trono inglês - era de 40 dias. O ponto principal deste sistema é que o rei dá aos seus vassalos a terra e eles lhe dão serviço militar para que ninguém tenha que pagar nada a ninguém, porque os reis medievais não têm a receita requerida para manter exércitos permanentes de longo prazo. Não é por acaso que os conflitos medievais mais destrutivos foram as guerras religiosas em que os guerreiros participantes estavam essencialmente engajados em uma "peregrinação armada" e assim poderiam permanecer no campo por mais tempo (tendo Deus um direito maior ao tempo do cavaleiro do que o rei).
Finalmente, imagine organizar os suprimentos de um exército como este. Cada unidade de comitiva tem um tamanho diferente: Lorde Tarly pode ter algumas centenas de homens, Lorde Risley, algumas dúzias, Lorde Hastwyck apareceu apenas com sua guarda doméstica de cinco e assim por diante (por dezenas e dezenas de comitivas). Você - o intendente do rei - não sabe quão grande são cada um destas comitivas, mas você deve racionar e distribuir comida para que não fique em uma posição onde uma comitiva morra de fome enquanto os outros tenha em excesso. Você também precisa coordenar o trem de bagagem de comida sobrando... mas é claro que a maioria dos vagões e animais de carga pertence a todos os senhores menores com suas pequenas comitivas. Você começa a ver o problema: suprimento centralizado - necessário para manter um grande exército alimentado - é praticamente impossível.
[Se você quiser ler sobre as dificuldades de manter um exército da Idade Moderna (com suprimento e logística um pouco mais centralizados) unido por longas distâncias, pense em ler The Army of Flanders and the Spanish Road , de Geoffrey Parker, e tenha em mente que, em seu apogeu, o exército que ele descreve (com os desafios intransponíveis de pagá-lo e supri-lo) nunca foi maior do que 90.000 homens - menor do que a coluna de Renly Baratheon - e tendia a ser, em média, um pouco menor de 60.000].

Que tipo de exército é esse?

Então, para resumir o que nós cobrimos até agora: a guerra em Westeros não é realmente muito medieval. Enquanto nos dizem que os exércitos estão organizados em linhas medievais, eles são muito grandes e as guerras que eles empreendem são muito mais destrutivas do que o normal para conflitos políticos (leia-se: não-religiosos) da Idade Média. Além disso, eles parecem não ser limitados pelas normas culturais da Idade Média (como a Paz de Deus), ou pelos limites logísticos comuns aos (mal organizados) exércitos medievais.
Há algum tempo na história européia em que esses exércitos se encaixariam melhor?
Acho que a resposta para isso é "sim" - esses exércitos não são medievais, mas da Idade Moderna em seu tamanho, capacidade e destrutividade.
Várias coisas colocam o período moderno à parte da Idade Média, mas o que mais nos interessa aqui é a capacidade do Estado. O que quero dizer com isso é a aptidão do estado (leia-se: o rei) de extrair receita e usar essa receita para fazer coisas (mobilizar forças militares, reformar a sociedade, contratar burocratas para extrair mais receita, etc.). Os reis medievais tinham uma capacidade estatal muito limitada, porque seus próprios nobres - os quais (ver acima) tinham seus próprios exércitos - trabalhavam para limitar o poder do monarca central. Em contraste, o período moderno (cerca de 1450-1789) é de crescente capacidade do Estado, à medida que os monarcas começam a centralizar agressivamente a governança de seu país.
Mudanças na natureza dos exércitos é tanto uma causa quanto um efeito disso. O poder real centralizado permitiu que exércitos maiores, mais padronizados e mais profissionais aumentassem as receitas reais fora do controle da nobreza - que eram, por sua vez, mecanismos eficientes para a supressão da nobreza e, assim, maior centralização de poder (eu deveria anotar: o conhecimento sobre os mecanismos exatos pelos quais isso acontece é volumoso e contestado - esta é apenas uma descrição geral do fenômeno; ch7 de Waging War de Wayne Lee (2016) é na verdade uma introdução bastante acessível ao leigo à história e ao debate se você quiserem).
Como já observei em outro lugar, a linguagem visual usada por Game of Thrones para todos os exércitos de Westeros, exceto para os do norte, é tirada do início do período moderno. Esses exércitos têm equipamento uniforme - supostamente fornecido por arsenais do Estado - e foram treinados e preparados para marchar e lutar em sincronia. Mesmo se dispensarmos a representação visual dos exércitos como erros da parte do show, o fato de esses exércitos poderem permanecer no campo mês após mês implica que pelo menos partes significativas dessas forças são efetivamente profissionais e pagas pelo seu serviço, em vez de terem sido formadas em um sistema de vassalagem.
O tamanho dos exércitos também aponta nessa direção. Embora a trajetória exata do crescimento do exército na início do período moderno seja um tanto contestada, o que não é contestado é que os exércitos no início do período moderno eram substancialmente maiores do que os do final da Idade Média. Dos exércitos medievais nos milhares ou nas primeiras dezenas de milhares, os exércitos das grandes potências da Europa passaram às últimas dezenas de milhares nos anos 1500 e depois ultrapassaram bastante os 100.000 em meados do século XVII. Esses exércitos geralmente não estavam concentrados em um só lugar devido a questões de logística, mas a capacidade destrutiva geral do estado aumentara várias vezes.
Assim, enquanto George RR Martin frequentemente apontava para a Guerra das Rosas (1455-1487 - portanto, ressalto, uma guerra moderna, não medieval) como inspiração histórica para Game of Thrones, a escala do conflito e o tamanho dos exércitos mais claramente evocam as guerras dos séculos XVI e XVII, como a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Como se pode imaginar, exércitos maiores geralmente significam maiores “danos colaterais”, então vamos ver como o período moderno se compara à Idade Média na destrutividade da guerra.
As guerras dos séculos XVI e XVII - especialmente a Guerra dos Trinta Anos - foram chocantemente destrutivas em comparação com o que acontecera antes. Parte da razão para isso foi a natureza dos conflitos: muitas dessas guerras nasceram da Reforma Protestante e foram, portanto, guerras religiosas, colocando protestantes contra os católicos. Nesse tipo de guerra - ao contrário de uma disputa política sobre um trono ou território - a população inimiga se torna alvo de violência por acreditar na coisa "errada". Na Guerra dos Trinta Anos, exércitos católicos destruíram aldeias protestantes e vice-versa, com o objetivo de mudar a composição religiosa da região pela violência.
Mas nem todos os conflitos desse período foram guerras religiosas. Apesar de que as guerras seculares nunca atingiram a carnificina da Guerra dos Trinta Anos, elas ainda eram marcadamente mais destrutivas do que as anteriores. Outra razão para isso foi a melhora dos próprios exércitos - você verá pessoas atribuindo isso à pólvora, mas os mosquetes de tiro lentos não são muito mais destrutivos do que as armas do passado. Mas um exército medieval - como já discutimos - só poderia ter um certo tamanho e só poderia permanecer no campo por um determinado tempo. Mas os novos exércitos permanentes do início do período moderno eram formados por profissionais que podem guerrear o ano todo e eram ainda maiores. Além disso, a Reforma - ao dividir o poder da Igreja - enfraqueceu as próprias normas religiosas que às vezes restringiam a violência (mesmo que fracamente) na Idade Média. A conseqüência foi exércitos mais capazes e mais dispostos a infligir danos à população em geral.
Por fim, o vultoso tamanho desses exércitos também contribuiu para maiores níveis de destrutividade de um modo diferente e inesperado: eles pelejaram contra as limitações derradeiras da logística pré-ferroviária. Enquanto os governos lutavam para pagar, alimentar e equipar esses soldados, os exércitos no campo eram forçados a se abastecerem localmente e a pagar soldados com saque capturado, às custas da população local. Sob essas condições, restringir os soldados famintos de cometer atos de extrema violência para obter comida ou saque tornou-se cada vez mais difícil, beirando o impossível. Os exércitos no campo tornaram-se forças quase elementares de destruição, evoluindo de fazer cerco e batalhar para fazer cerco e destruir a região por qual passassem.
Assim, a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648) despovoou grande parte da Alemanha moderna, matando cerca de um quarto de toda a população (mas a carnificina costumava ser muito localizada - algumas áreas estavam efetivamente intocadas, enquanto outras estavam completamente despovoadas). Nos Países Baixos, a Guerra dos Oitenta Anos (1568-1648) criou uma terra de ninguém despovoada onde os dois lados (os exércitos espanhóis e holandeses) se encontraram em um longo impasse defensivo. Os exércitos espanhóis, tendo ido muito tempo sem pagar, também saquearam Antuérpia (1576) - a sede regional do governo espanhol - para recuperar seus atrasos no pagamento por meio de saques, danificando severamente a economia local por décadas e matando milhares de habitantes.
Esse tipo de guerra - menos limitada, com exércitos maiores, mais destrutivos e mais vorazes - está muito mais perto do que vemos em Game of Thrones . Ironicamente, Joffrey sugere (S1E3) construir um exército de estilo moderno e a idéia foi descartada por Cersei . Algum pode pensar, no entanto - considerando-se que Cersei sabe pouco sobre a guerra e não é tão inteligente quanto ela pensa - se Tywin não já havia começado a usar o ouro Lannister para construir o exército de estilo moderno que ele aparentemente já possui.

Conclusões sobre o Medievalismo Militar

A situação militar em Westeros, portanto, não parece se encaixar muito bem na Idade Média européia. Os exércitos de Westerosi não parecem ser limitados a curtos períodos de serviço militar comum nos exércitos medievais, eles são muito maiores do que os exércitos medievais alguma vez foram e são significativamente mais destrutivos. Além disso - e este é um tópico que retomaremos na próxima vez - eles parecem não restringidos pelos limites sociais e religiosos à violência da Idade Média. Não devemos florear demais ​​- esses limites eram frequentemente mais honrados via de exceção do que observados (e eles não se aplicavam a todos igualmente). No entanto, o aumento acentuado da mortalidade militar no período moderno atesta o fato de que esses limites - os limites organizacionais, juntamente com os culturais - resultaram, de fato, em um nível geral de violência mais baixo.
Parece que quase qualquer discussão sobre a Idade Média começa com “este período foi extremamente violento”. E há alguma verdade nisso - comparado ao mundo moderno, os reis e senhores medievais foram muito à guerra. A guerra era uma parte normal da vida. Mas em comparação com o período moderno inicial ou mesmo com a antiguidade clássica, essas guerras costumavam ser relativamente pequenas e seu impacto era limitado. Em comparação com o período moderno (ou seja, nosso período histórico) - bem, conseguimos matar mais pessoas (num sentido absoluto) em um único espasmo horrível de violência que abalou a terra de 1937 a 1945 (cerca de 85 milhões de pessoas) do que provavelmente morreu em todas as guerras medievais europeias combinadas. Violência é relativa. Comparado com a longa paz do Império Romano (27 aC - c. 235 dC; o próprio império durou até cerca de 450 dC no Ocidente (e 1453 dC no leste), mas seus últimos séculos foram mais violentos), de fato, a Idade Média foi bastante violenta. Mas comparado ao que veio depois, a Idade Média teve mais guerra, porém menos morte (e nós nem sequer discutimos a catástrofe humana que foi a descoberta do novo mundo ...).
Isso significa que Martin "falhou" de alguma forma? Não - de modo algum. Novamente, A Song of Ice and Fire não é uma dissertação de história disfarçada, é um romance de fantasia. Martin construiu uma sociedade com suas próprias regras e sistemas e então seguiu essas regras e sistemas sociais até onde elas levam. Em vez disso, o que quero enfatizar é que - no que diz respeito a assuntos militares - os exércitos de Westeros não são muito parecidos com os exércitos da Idade Média européia, apesar das semelhanças entre cavaleiros, armas e armaduras.
Não obstante, observar a diferença entre a Idade Média e Westeros é importante porque reformula um dos temas centrais do cenário. É reconfortante pensar que a violência descontrolada em Westeros é o produto de algo - uma cultura de cavaleiros guerreiros e violência - que não temos mais. Mas o oposto é verdadeiro: a violência fora de controle, do tipo que Westeros possui, é o produto de algo que ainda temos muito: a tremenda capacidade do Estado administrativo moderno para a violência.
Nossos estados administrativos modernos podem fazer coisas maravilhosas - eles constroem estradas e escolas, fornecem cuidados de saúde (às vezes), podem cuidar dos pobres e regular os locais de trabalho. Mas eles também podem produzir quantidades espetaculares e horripilantes de violência. É essa tarefa - a violência, não as escolas ou as estradas - para as quais eles foram projetados e às quais eles permanecem mais aptos. Nós nos esquecemos disso (fingindo que tal violência pertence apenas à HBO e ao passado distante) por nossa conta e risco.
Na próxima vez, veremos como funcionam as normas culturais e religiosas na sociedade Westerosi. A Idade Média na Europa foi, em muitos aspectos, definida por fortes normas culturais e especialmente religiosas. Quanto se parece com Westeros?
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2018.10.03 19:18 Leidson44 Vamos fazer uma conta dos sete reinados aqui de uma forma diferente.

Vamos fazer uma conta dos sete reinados aqui de uma forma diferente.
Vamos fazer uma conta dos sete reinados aqui de uma forma diferente. A mãe natureza fez tudo certinho para nossa vivência aqui na terra. Nos deixando claro em nossas vistas e em nosso dia a dia as setes partes do porque nós assim somos.
https://preview.redd.it/db5a9tjt70q11.jpg?width=430&format=pjpg&auto=webp&s=7f084f0dc9d28daa2c423443a76e555547f42280
Temos:
1- SOL 2- LUA 3- ESTRELAS 4- ÁGUA 5- TERRA 6- ANIMAIS 7- E VEGETAIS
Cada uma destas partes compõe nossa existência não podendo faltar nenhuma delas.
De cima para baixo temos sol, lua e estrelas, que compõe a parte celestial ou astral, indicando tudo que rege por energias, os guias e protetores, as vibrações e atuações em nosso dia a dia, como em plantações, cortes de cabelo, gravidez e demais ações terrenas. O nosso nascimento, que baseado no dia que você nasceu da semana, mais o horário, o mês e o ano, este são seus dados mais precisos. E estes dados nunca vão mudar e não existe nada que possa mudar isso. O seu nome de registro nos dias de hoje até pode ser mudado. Mais seus dados celestiais isso não tem como. (Mês, Ano, Horário, e dia da semana), isso determina quem você é. E quem te acompanha desde o segundo exato que você chegou aqui no mundo, e a qual reinado você pertence.
Em continuação que completa estas sete parte ou estes sete reinados, temos a água, a terra, os animais e os vegetais. E todos os setes juntos são interligados e um age sobre o outro e cada um completa o outro, formando esta grande engrenagem do sol para baixo.
Então tem muito mais coisas para estudarmos, e precisamos se aprofundar em pesquisas e orientações das entidades.
E a cada dia venho aprendendo mais e buscando ouvir cada ensinamento dado por Pai Joaquim Feiticeiro de Umbanda.
Obs. Deixo claro aqui que umbanda só existe uma . Não existem umbandas diferentes..
O nome tratado aqui de Nova Fase de Umbanda. Significa a nova fase que eu estou vivendo dentro da umbanda. Então é um tratamento particular.
Nasci dentro da umbanda e até poucos anos atrás seguindo ela do modo mais tradicional assim como todos de umbanda.
Até que Pai Joaquim Feiticeiro de Umbanda quando estava em terra trabalhando em minha cabeça deixou recado e instruções ao meu irmão Junior que no momento estava como cambono na quela ocasião. E Pai Joaquim disse que a partir daquele momento iriamos passar a viver uma nova fase na umbanda. Da e surgindo este nome que naturalmente passou a ser dito por todos nós, e por todos que nos acompanham.
Mais aqui é umbanda de Caboclo, Preto velhos, Exu, portanto não é diferente de nada. O que muda são os tratamentos, instruções dadas pelas entidades gerando assim as partes de estudos na busca de sabedoria.
Lúcio Gomes Aparelho Condutor Trabalhos da Natureza Nova Fase de Umbanda.
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2018.09.27 04:02 Paralelo30 Brasileiros que conviveram com ex-mulher de Bolsonaro na Noruega confirmam que ela relatava ameaça - 26/09/2018 - Poder

Thais Arbex
5-6 minutos
Cinco brasileiros que vivem na Noruega e conviveram com Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro (PSL), confirmaram à Folha o relato que consta em documento oficial do Itamaraty, redigido em 2011.
O registro diplomático informa que ela afirmou ao vice-cônsul naquele país que havia sido ameaçada de morte pelo ex-marido e que por isso havia fugido do Brasil.
O caso foi revelado pela Folha, nesta terça (25). Logo após a publicação da reportagem, Ana Cristina divulgou vídeo nas redes sociais no qual negava ter falado sobre o assunto com a embaixada brasileira, rechaçava ter sido alvo de qualquer ameaça e defendia Jair Bolsonaro, atacando a imprensa.
Dos cinco brasileiros que aceitaram falar com a reportagem, quatro disseram que só o fariam sob anonimato, com medo de represália. Uma decidiu se identificar.
Simone Afonso, ainda reside na Noruega e conta que conheceu Ana Cristina em 2009, quando ela deixou o Brasil.
“Ela tentou asilo político aqui, o que foi negado pelo departamento de imigração local. Dizia que estava sendo ameaçada pelo ex-marido, o Jair Bolsonaro, que ele havia tirado a guarda do filho dela”, contou.
“Todo mundo aqui em Oslo sabe que o discurso dela era: estou aqui por medo do meu ex-marido”, continuou. “E se você quiser, a gente pode fazer uma lista de pessoas daqui que sabem dessa história.”
As outras quatro testemunhas relatam o caso da mesma forma. Segundo elas, Ana Valle, como ela é conhecida por lá, chegou à Noruega muito fragilizada e se aproximou de um grupo de brasileiros.
Segundo os relatos dos brasileiros, ela costumava repetir que a “minha cabeça vale R$ 50 mil”. Como não tinha fluência na língua local e falava com dificuldade o inglês, Ana dependia das pessoas que acabara de conhecer.
Simone Afonso contou que Ana chegou a morar na casa de um brasileiro em Oslo. Fernando Xavier, disse ela, teria alugado um quarto para a ex-mulher de Bolsonaro até que ela pudesse se estabelecer no país.
Em suas redes sociais, Xavier compartilhou a reportagem da Folha desta terça (25). “Olha as verdades surgindo do teatro de vampiros!!!! (sic) Chegou ameaçada e ficou anos sem ver o filho!!!”, escreveu. “Eu sou testemunha e muitas outras pessoas da sociedade de Oslo!!!”
Uma das pessoas ouvidas pela Folha disse que, em maio deste ano, Ana Cristina esteve no país afirmando que iria disputar uma vaga de deputada federal pelo Podemos.
Quando ainda morava no exterior, a ex-mulher de Bolsonaro contou aos brasileiros detalhes da disputa judicial que travou com o ex-marido pela guarda do filho do casal, Renan.
Uma das pessoas com as quais a Folha conversou disse ter enviado para Ana Cristina, no Brasil, a certidão de nascimento com a qual ela conseguiu tirar o filho do país sem a autorização de Bolsonaro —foi isso o que levou o deputado a mobilizar o Itamaraty.
A ex-mulher do presidenciável usou um documento antigo, anterior ao reconhecimento da paternidade. Nele, apenas seu nome constava como responsável pelo menino. Essa mesma pessoa diz que presenciou a ligação do vice-cônsul que consta no telegrama reservado arquivado no Itamaraty.
REAÇÕES
O vídeo em que Ana Cristina Valle nega a ameaça de morte relatada ao Itamaraty e revelada pela Folha está sendo compartilhado entre os brasileiros que conviveram com ela na Noruega. De acordo com os relatos, ninguém entende o apoio repentino ao ex-marido, de quem ela dizia que tinha medo.
Muitos deles foram até as redes sociais dela para questioná-la. Dizem que quem conviveu com ela sabe do que chamam de história verdadeira. “Por que, de repente, ela está apoiando a candidatura?”, pergunta Simone Afonso. “Ninguém que é ameaçado de morte quer depois carregar o sobrenome dessa pessoa.”
Ana Cristina foi procurada para comentar os relatos, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem. No vídeo publicado na terça para rebater a reportagem da Folha, ela disse que estava indignada. “Venho aqui muito indignada desmentir a suja Folha de S.Paulo, que publica que o Jair me ameaçou de morte. Nunca.”
“Pai do meu filho, meu ex-marido. Ele é muito querido, por mim e por todos. Ele não tem essa índole”, ela disse. “Espero que vocês acreditem que essa mídia suja só quer denegrir a imagem dele, porque ele está em primeiro lugar nas pesquisas e assim vai ficar.”
https://www1.folha.uol.com.bpode2018/09/brasileiros-que-conviveram-com-ex-mulher-de-bolsonaro-na-noruega-confirmam-que-ela-relatava-ameaca.shtml
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2018.01.25 21:11 MarcustheHacker Michelangelo Vírus

Olá! esse é o segundo vírus que trago em tão pouco tempo... Desta vez é o Vírus Michelangelo, essas são umas informações que achei sobre ele: Michelangelo é um vírus de computador projetados para infectar MS-DOS e programado para ser executado até 6 de Março de cada ano, data de nascimento do artista renascentista. É descoberto pela primeira vez na Nova Zelândia em Abril de 1991.
Embora tenha sido projetado para infectar sistemas MS-DOS, o vírus pode facilmente perturbar outros sistemas operacionais instalados no PC, infectando o registro mestre de inicialização no disco rígido. Uma vez infectado, qualquer disquete inserido no PC é automaticamente infectado pelo vírus. Sendo programado para entrar em ação apenas uma vez por ano (6 de março, na verdade), é possível que isso não seja descoberto por anos - a menos que se tente iniciar o sistema naquele dia.
Foi durante algum tempo considerado o pai do vírus modernos. Foi em 1991 que o "Michelangelo" foi encontrado, e nos dias que antecedem a data de comprometimento do sistema pelo vírus chamou atenção. O vírus tornou-se conhecido em todo o mundo em janeiro de 1992, quando foi descoberto que alguns fabricantes de computadores e produtos de software no mercado colocaram acidentalmente produtos no mercado infectados pelo vírus, tais como o servidor de impressão Intel LANSpool. Apesar de apenas algumas centenas de máquinas foram realmente infectados, muitos auto-intitulados "especialistas" afirmou que os computadores eram milhões de pessoas infectadas em todo o mundo, aumentando o medo de vírus.
Em 6 de março de 1992, no entanto, o número de casos de perda de dados devido ao "Michelangelo" variou entre 10.000 e 20.000. A mídia perdeu o interesse na história e o vírus entrou em "esquecimento". Embora difícil de detectar o vírus pelas razões expostas acima, houve mais casos de infecção desde 1997.
1995 é o ano da operação Ice Trap, a primeira grande investigação de ciência da computação que vê a coordenação do Computer Crime Unit da Europa e da América do Norte, nesta ocasião, o cracker famoso em seus vinte e poucos anos é capturado. Em 1997, vai novamente fazer a sua aparição junto a Don Ulsch no National Security Institute na operação Amanda.
Efeitos[editar editar código-fonte] Se o PC é um AT ou PS / 2, o vírus formata o disco rígido assumindo uma geometria de 256 cilindros, 4 cabeças e 17 setores por trilha e movendo o master boot record original do HD para o cilindro 0, cabeça 0, Setor 7. Vários são os efeito sobre o disquete:
se o disco é de 360 kilobytes, o MBR é transferido para cilindro 0, cabeça 1, setor 3; em outros discos, o MBR é transferido para cilindro 0, cabeça 1, setor 14. Ainda não se sabe exatamente quem é o autor do vírus. Em alguns sites de internet estão falando de um cracker italiano, que, no entanto, existem muitas dúvidas. De acordo com pesquisas, há um criador, mas se declarou inocente.
Quando algum computador está infectado, o melhor a fazer é não usá-lo no dia 6 de março, pois além de ser um vírus de boot, ele é um time bomb.
agora que conhece um pouco mais sobre esse vírus tão esquecido eu lhe darei o download do vírus zipado:
Download: http://www.mediafire.com/file/o9ksx8qq96ezpzj/Michelangelo_Virus.zip
Obs: Eu não passei nenhum código nessa vez porque esse vírus não se resume ao simples código e sim a varios arquivos.
"Conhecimento não é crime!!! não me responsabilizo pelo mal uso dessas informações e arquivos"
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2017.01.02 15:50 coisinhadejesus Richard Dawkins refletindo sobre memes

( Trechos extraídos do livro O Gene Egoísta )
"Da mesma forma como os genes se propagam no "fundo" pulando de corpo para corpo através dos espermatozóides ou dos óvulos, da mesma maneira os memes propagam-se no "fundo" de memes pulando de cérebro para cérebro por meio de um processo que pode ser chamado, no sentido amplo, de imitação. Se um akita de boné ouve ou lê uma idéia boa ele a transmite a seus colegas e alunos. Ele a menciona em seus artigos e shitposts. Se a idéia pegar, pode-se dizer que ela se propaga , si própria, espalhando-se de cérebro a cérebro." ( p. 124 )
"Alguns memes, como alguns genes, conseguem um sucesso brilhante a curto prazo ao espalharem-se rapidamente, mas não permanecem muito tempo no "fundo". As canções populares e os memes sobre mangas são exemplos destes. Outros, tais como as leis religiosas judaicas, poderão continuar a se propagar durante milhares de anos, geralmente devido à grande durabilidade em potencial dos registros escritos." ( p. 125 )
"Os memes e os genes muitas vezes podem se reforçar mutuamente, mas as vezes eles se opõem. O hábito do celibato, por exemplo, supõe-se não ser herdado geneticamente. Um gene para o celibato está fadado a falhar no "fundo", exceto sob condições muito especiais tais como encontramos nos insetos sociais. Assim mesmo, um meme para o celibato pode ser bem sucedido no "fundo" de memes. Suponha, por exemplo, que o sucesso de um meme dependa de quanto tempo as pessoas gastam transmitindo-o ativamente a outras pessoas. Todo tempo gasto em fazer qualquer outra coisa que não tentar transmitir o meme pode ser considerado tempo perdido do ponto de vista do meme. O meme para o celibato é transmitido por sacerdotes aos meninos jovens que acessam o /nofap e que ainda não decidiram o que querem fazer de suas vidas. O meio de transmissão é a influência humana de vários tipos, a palavra escrita e falada, o exemplo pessoal e assim por diante." ( p. 126 )
"Temos o poder de desafiar os genes egoístas de nosso nascimento e, se necessário, os memes egoístas de nossa doutrinação. Podemos até discutir maneiras de cultivar e estimular o altruísmo puro e desinteressado - o que não ocorre na Natureza e que nunca existiu antes em toda história do mundo. Somos construídos como máquinas gênicas e cultivados como máquinas mêmicas, mas temos o poder de nos revoltarmos contra nossos criadores. Somente nós, na Terra, podemos nos rebelar contra a tirania dos replicadores egoístas." ( p. 129 )
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Registro de nascimento - Itamaraty

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Registo de nascimento, uma prática ainda relegada a última estância por muitos pais na Cidade de Maputo. Há ainda muitas crianças menores de 5 anos não registadas. A registradora da cidade de Piumhi, Bruna de Lima Duarte, foi a entrevistada da semana no Momento Recivil. A conversa foi sobre registro tardio de nascimento. (Programa exibido no dia 4 de ... O Momento Recivil veiculado no dia 22 de fevereiro esclareceu as principais dúvidas a respeito do Registro Civil de Nascimento. A advogada do Recivil, Flávia Mendes Lima, falou sobre o ... Enquanto as leis não mudam, vamos ao consulado fazer o registro de nascimento dos nossos filhos. ... Linda e o mundo! 4,746 views. 5:22. IMPOSTO RESIDENCIAL NO JAPÃO - Duration: 14:40. Zebu de Ponta a Ponta a relevancia do maior rebanho bovino do mundo ... 26. Funcionamento do Certificado de Registro ... Registro de Nascimento - Duration: 0:53. ABCZ Marcela Cristina Cunha - Registro de Nascimento - Duration: 15:33. ID NR 3,813 views. 15:33. ... Lupa Pelo Mundo 81,274 views. 9:56. Preparando as certidões para cidadania italiana ... Mais de 100 mil crianças recém-nascidas não possuem registro de nascimento no Brasil. Vídeo da campanha pelo Registro Civil de Nascimento, produzido pela Rede Globo em parceria com o UNICEF, foi veiculado em emissoras de televisão de todo o Br...